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Dupla busca ser referência em fusão e aquisição

28/11/2016

Jornal DCI - Seção Advocacia

Perfil do Candido Martins Advogados publicado na seção Advocacia, no caderno de Legislação e Tributos do jornal DCI

Projeto que foi aprovado no Senado para regularizar ativos deixados no exterior é mais caro para os contribuintes do que a rodada que terminou em outubro, mas tem um texto melhor elaborado

São Paulo – Os advogados Alamy Candido e Henrique Martins tinham as vidas garantidas em 2010. Trabalhando em uma grande banca especializada em Direito Societário, eles poderiam ter seguido carreira sem sobressaltos, mas ao em vez disso, decidiram arriscar.
Naquele ano, os dois largaram o escritório e fundaram o Candido Martins Advogados, com o objetivo de oferecer serviços em operações societárias e consultoria tributária, fusões e aquisições (M&A, na sigla em inglês), contratos, contencioso, administrativo, arbitragem, e mercado de capitais. Todas áreas nas quais ambos já haviam tido muita experiência.

No entanto, segundo o sócio Henrique Martins, engana-se quem pensa que essa transição de grande escritório para pequena empresa própria foi fácil. “Saímos sem uma carteira de clientes e sem sede, mas mesmo assim fomos atrás”, conta o especialista.

Martins garante que a experiência que seria um pesadelo para alguns profissionais não foi tão amedrontadora para a dupla. Pelo contrário, ele explica que o processo foi muito importante para o seu amadurecimento. “Isso foi algo que nos ensinou a ir atrás de clientes. Começamos a bater perna e conseguimos. Éramos em dois buscando operações em uma área em que os grandes escritórios concentram muito mercado”, diz o advogado.

Muito do sucesso, segundo o sócio, veio do boca-a-boca de clientes que começaram a recomendar uns para os outros a banca em ascensão, refletindo-se em um rápido aumento da demanda, principalmente em operações de fusões e aquisições. “A contrapartida de sermos menores é que construímos um relacionamento próximo com os clientes.”

Crescimento

Hoje em dia, a banca tem no portfolio participações importantes em processos de M&A e conta com uma estrutura de 12 advogados e dois funcionários administrativos. E há motivo para esse back office tão enxuto, de acordo com Martins. “Temos um sistema de Tecnologia da Informação (TI) muito bom. Então nós evitamos desperdícios de custo”, declara.

Além de gastar pouco com funcionários fora do núcleo do negócio, os sócios também economizaram no próprio espaço do escritório, fazendo ele todo sem separação de salas. Fora a economia, Martins disse que isso também permitiu uma maior integração entre todos os advogados.

“Todo mundo sabe da vida pessoal de todo mundo aqui. De início fui resistente à essa ideia, que foi do Alamy, mas acabei me adaptando bem.”

Segundo ele, o essencial para um advogado que queira trabalhar no Candido Martins é o cuidado com as pessoas. “Tem que ter valores muito bons e uma boa formação também, com experiência de trabalho em um escritório grande”, conclui.

Ricardo Bomfim